Quando a Oratoria passa a ser fundamental

Posted By on February 2, 2012

Você sempre se desencanou quanto à questão de falar em público (até porque você nunca precisou), sua atenção sempre esteve focada em fazer seu trabalho da melhor maneira possível. Algo que você sempre conseguiu realizar, e se destacou pelo seu trabalho. Menos na oratoria.

Por sorte, você trabalha numa boa empresa, que cresce no mercado e “valoriza a prata da casa”. Então, assim que surge uma vaga para chefia, você automaticamente é cotado. E não apenas isso, seu supervisor, pretende fazer uma “experiência” com você para ver se você se adapta à função.

Inicialmente, você fica exultante. “Poxa, finalmente fui reconhecido!”, você pensa. Porém, logo na primeira semana “de teste”, seu supervisor avisa que quer vê-lo treinar uma equipe de 15 vendedores, dentro de uma área que você conhecesse bem. Através de uma PALESTRA…

Palestra? Irei falar em público se não tenho oratoria? Como eu começo? Como eu organizo as idéias? E se alguém me criticar, ou algum invejoso tentar me derrubar? Logo, o pânico toma conta de você.

Você esperou anos, para somente agora cair na real. Ao invés de se preparar com antecedência para um dia se tornar um bom líder, você está prestes a ser massacrado em público e perder sua grande oportunidade de vida, de melhorar sua carreira e crescer profissionalmente.

A historinha acima descreve o que ocorre com 90% das pessoas que buscam cursos de Oratoria. A maioria gigantesca, sai às pressas do primeiro curso que encontrar para “salvar-se” da situação. E a maioria acaba fazendo cursos de má qualidade, em razão de não ter pesquisada corretamente, ou porquê os bons cursos somente tem turmas de meses em meses, dada a grande procura.

A verdade é que oratoria é fundamental para qualquer um que aspire ser líder um dia. Não tem como. É impossível ser chefe ou chegar a lugares mais altos sem saber fazer uma boa palestra, vender um produto (talvez você mesmo seja o produto)  ou debater numa reunião.

Mas a outra verdade é que a gigantesca maioria apenas vai buscar um “salva-pátria”, ao invés de se preparar com calma e antecedência, como seria o recomendável.

Para piorar a situação, existem milhares de “pseudo-professores” de oratória, gente que ensina oratoria na segunda de manhã, é fonoaudólogo à tarde, dá cursinhos de venda na terça, entrega pizza nos finais de semana… Isso, para não falarmos nos famosos cursos com “neurolinguistica”, que são em 99,9% dos casos, pura enrolação e técnicas de auto-hipnose (você se hipnotiza, achando que fala bem, quando ninguém, além de você, acha o mesmo.

Para quem tem dinheiro, a solução sempre é mais simples. Por exemplo, há o curso de oratoria do Instituto Moreira Necho – www.mnecho.com – (na faixa de R$ 2.600,00 (aulas coletivas) a R$6.500,00 (individuais)),   que está no mercado há 20 anos, e é considerado um dos melhores cursos de oratória do Brasil. Mas há outros no mercado, vale sempre a pena pesquisar com calma. Nunca tome uma decisão precipitada.

Por outro lado, essa questão de valor nem sempre diz algo. Tem cursos por aí que até são caros, com professores aparecendo toda hora na mídia (pagando pra isso…), mas o curso em sí é sofrível. Vale a pena sempre assistir uma aula de demonstração (observação abaixo).

Já para os menos endinheirados, é aconselhável mesmo fazer cursos de teatro que, apesar de não serem tão bons quanto um legítimo curso de oratória, nem ensinarem a como montar palestras ou argumentar, ao menos te ajudam a desinibir. Após alguns meses de teatro, e já desinibido, você pode juntar-se a alguns amigos e treinar discursos, baixando alguns do site do senado brasileiro, por exemplo.

Seja lá qual for a sua capacidade econômica, ou posição atual, o que é mais importante saber é que, quanto antes você iniciar, mais fácil será depois, na medida em que você irá conseguir experiência para que, no dia em que você for chamado para falar, se sinta tranquilo e possa agradar a todos.

Do contrário, esperar para quando a oratória for fundamental, para somente então ir atrás de cursos ou algo do gênero, como 90% fazem, poderá ser fatal para sua carreira, em especial se você cair nas mãos desses cursos genéricos que existem por ai, que além de não auxiliarem ainda te “ensinam” vários vícios que apenas atrapalham, e pioram sua imagem.

Lembre-se, um dos fatores essenciais à liderança é a visão a longo prazo.

 

Obs.1: Um ponto ÓBVIO: a palestra do professor tem que ser “show”. Já viu um professor de natação que nada mal? Ou um professor de música que toca “meia-boca”? Um professor de oratória tem que fazer a platéia vibrar. Se ele não tiver essa capacidade,  se for “comunzinho”, você realmente crê que ele poderá te ensinar algo? Verdadeiros oradores têm capacidade de argumentar e debater, fazendo a platéia participar. Se a palestra for do tipo “receita de bolo” (“eu falo, você escuta, não pergunte, não me critique…”), qualquer um sabe fazer isso.

Apenas para esclarecer, você contrataria um mudo para cantar em seu casamento? E por qual razão iria ter aulas de oratória com um professor que “não tem oratória” (para ele mesmo)? Não tem sentido.

Cuidado, tem professor “famoso” por ai que se tirar o marketing, as matérias compradas na mídia, e os testemunhos pagos, não sobra nada.

Obs.2: Desconfie de cursos que usam “vendedores” ao final da palestra. Esse pessoal praticamente tenta te forçar a fechar na marra. Eles se valem do fato de que muitas pessoas tímidas buscam cursos de oratória, e fazem uma pressão psicológica, algo no mínimo imoral. Se tiver vendedor, não feche.

 

 

Erros Comuns de Oratória

Posted By on February 1, 2012

 

Vamos enumerar alguns erros básicos, que todos cometem em termos de apresentação pessoal. Mas, desde logo, deixamos implícito um “erro inicial”, que corresponde a não ter feito um curso de oratória ou treinado com muita força sua capacidade de comunicação.

Logo, partimos do pressuposto que você não fez nenhuma dos dois acima e está tentando “salvar o seu pescoço”. Ok, tentaremos, mas mude seu modo de encarar a vida, certas coisas não tem como se aprender na base da tentativa e erro, pois o erro pode ser duradouro demais na sua carreira. Mas vamos lá.:

 

a) DECOREBA: a pior besteira que alguém pode fazer é tentar memorizar a fala toda. Se você tiver memoria biônica, ficará artificial, se não tiver, vai “travar as 4 rodas” assim que esquecer uma simples palavra. E, mesmo que tenha “memória biônica”, alguém pode te perguntar algo que não estava no roteiro, e ai então você “dança”… Logo, jamais “decore”. Entenda a matéria, estude e tente imaginar que perguntas as pessoas farão e como você deve responder.

 

b) LEITURA DE POWERPOINT: Isso é realmente um lixo. É o pior. Imagine você ir numa apresentação onde o cidadão fica lendo o que está sendo projetado. Será que imagina que somos analfabetos? Fica extremamente maçante, horrível. O correto é você usar o powerpoint para ilustrar coisas que não teriam como serem reproduzidas oralmente. Dê uma olhada nas falas do Steve Jobs no Youtube, você vair ver que o foco da apresentação é “ELE”, e não o que está sendo projetado. Ou seja, quando você fala, quem tem que brilhar é você.

 

 

 

 

c) POSTURA FECHADA: O mundo hoje está muito mudado. Ninguém mais aceita uma comunicação em que um fala, ninguém participa, e todos fingem que concordam. Infelizmente, existe até curso de “oratória” famoso por ai, com palestrante que escreveu montes de livros, mas cujo “professor medalhão” fala como se estivesse nos anos 60. A ditadura acabou, as pessoas querem participar. Logo, você não somente deve dar oportunidade das pessoas falarem, como ainda devem convidá-las a participar. Isso “quebra o gelo” e ainda torna a apresentação mais dinâmica.

 

 

 

 

 

d) FALA DIFÍCIL: Há pessoas que acham que quanto mais “difícil” for sua fala, mas inteligentes irão parecer. Porém, qual o objetivo da comunicação? Comunicar, é óbvio, você dirá. Mas para isso as pessoas têm que assimilar bem sua mensagem e retrânsmiti-la. Logo, você não será muito mais que uma “besta” comunicadora se tentar falar de modo que as pessoas não entendam. Uma fala correta, não somente em termos de vocabulário como conteúdo, é aquela em que as pessoas compreendem na hora, e ainda são capazes de retransmitir a mensagem.

 

 

O risível filme de Madonna

Posted By on September 12, 2011

Dirigido pela popstar, W.E. fracassa ao tentar redimir a figura de Wallis Simpson, mulher de Eduardo VIII, que desistiu do trono inglês para viver o romance na década de 30. Foto: Dolce e Gabbana Spring/Summer 2010 Campaign

A nova produção de Madonna, exibida no festival de Veneza, W.E., conta a história de Wallis Simpsons, Duquesa de Windsor, casada com o herdeiro do trono inglês Eduardo VIII e protagonista da “história de amor do século XX” durante a década de 30. Mas, se como afirmou a autora, o filme tinha a intenção de redimi-la – Wallis foi responsável pela desistência de seu marido ao trono e sua figura sempre foi relacionada com uma simpatia demasiada pelo nazismo – falhou.

Xan Brooks, crítico do jornal inglês The Guardian, afirma que o roteiro é humilhante e faz com que Wallis pareça uma piada. E, se a intenção do retrato era de fato uma homenagem sincera, o filme é ainda mais cruel com a duquesa. “Risível”, definiu o crítico. A crítica do The Guardian,uma das publicações mundiais mais influentes, é um termômetro da recepção que o filme tem tido na imprensa.

O filme contrapõe Wallis e a sua escalada pela nobreza e Walli, uma mulher da década de 90 e espécie de alter-ego de Madonna. “Wally, ao que parece, recebeu seu nome por causa de Wallis e é obcecada por ela em um grau que meu deixou profundamente ressabiado, mas que Madonna apresenta como uma evidência de seu bom gosto impecável”, diz o crítico.

Madonna realiza um diálogo entre as duas mulheres. A duquesa aparece para Wally em seus piores momentos e promete a ela que tudo ficará bem. “E poucas vezes, uma promessa pareceu mais uma ameaça do que como essa”, diz Brooks. Madonna quer que as duas pareçam como irmãs gêmeas, lançando elementos para a identificação de ambas. O primeiro marido de Wallis batia nela e o marido de Walli aparece reclamando que o nobre casal e adoração de sua esposa eram simpáticos ao nazismo. Ao que Walli responde: “Eles podem ter sido ingênuos, o que não significa que tenham sido nazistas”.

“É um filme extraordinariamente bobo, vaidoso, fatalmente mal conduzido”, diz a crítica. “A direção é tão ruim que quase não se qualifica como uma direção”. Qual seria então a razão para este filme, questiona ele? “Seria a alpinista social Wallis Simpson a primeira punk-rock do mundo?.  Meu palpite é de que ela poderia ter tido Wallis vestida como um palhaço, saltando de bungee-jumping Torre Eiffel ao som de The Song Birdy e teria servido a sua história tão bem quanto”, conclui.

(Fonte Carta Capital)